quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mais da metade dos latino-americanos não tem o hábito de ler

De acordo com pesquisa, os argentinos são os maiores leitores d elivros da América do Sul, seguidos pelos chilenos e brasileiros

Estante de livros

Estante de livros (Lisa Maree Williams/Getty Images)

Os argentinos são os maiores leitores de livros da América Latina. Os chilenos e peruanos aparecem como os principais consumidores de revistas e jornais, respectivamente. Em comum, todos lêem muito pouco e mais por necessidade do que por prazer.

Isso é o que revela o estudo do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC), um órgão com sede em Bogotá, na Colômbia, entidade ligada à Unesco e dirigido pelo colombiano Fernando Zapata.

A pesquisa revela que, apesar dos inúmeros problemas, os índices de leitura estão aumentando na América Latina. O CERLALC acaba de apresentar uma análise comparativa sobre o comportamento do leitor e os hábitos de leitura na Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Peru. A Espanha aparece como referência no estudo.

A análise é baseada em estudos locais e nem todos correspondem ao mesmo ano. O trabalho, no entanto, mostra que, na média, mais da metade dos habitantes dos seis países envolvidos não tem o hábito de ler. A falta de estudos sistemáticos sobre a leitura na maior parte dos países latino-americanos é significativa para o CERLALC, que desenvolveu uma metodologia específica para obter dados capazes de ajudar a elaborar políticas públicas de fomento a leitura.

'Sabemos que em Cuba, por exemplo, há uma enorme quantidade de leitores, apesar de não possuir nenhum índice exato, assim como também não temos dados da América Central', afirma Zapata.

Em relação à leitura de livros, o estudo apresenta a Argentina no topo da lista com índice de 55%, seguido pelo Chile (51%), Brasil (46%), Colômbia (45%), Peru (35%) e México (20%), enquanto na Espanha o índice é de 61%.

Isso significa que, em média, 41% da população de todos esses países possuem o hábito de ler livros, com uma frequência que varia de uma vez ao mês até uma vez ao ano.

Chile e Argentina lideram a lista de quantidade de livros lidos ao ano por habitante, com 5,4 e 4,6, respectivamente, diante dos 10,3 da Espanha. Nesta escala, o México e a Colômbia aparecem na parte mais baixa, com 2,9 e 2,2.

Com relação às revistas, Chile é o país com mais leitores, com 47% da população. Na outra ponta da escala, com apenas 26% de leitores, está a Colômbia.

Na leitura de jornais, o líder regional é o Peru, com 71%, índice muito próximo ao da Espanha (78%) e distante dos outros cinco países latinos. Em segundo lugar, vem o Chile (36%). O último colocado no seguimento é o México, com apenas 15% da população.

As diferenças mais significativas entre os leitores da Espanha e os dos seis países estudados estão relacionados aos motivos para exercer a leitura. Enquanto na Espanha 85% da população afirma ler por prazer, na América Latina, os motivos mais citados são obter conhecimentos gerais, atender exigências escolares e acadêmicas.

De acordo com o CERLALC, o prazer da leitura também marca a diferença entre um leitor assíduo e um esporádico, fato que pode ser exemplificado com os dados da Argentina, o país latino-americano com maior índice de leitura de livros. Entre os leitores deste país, 70% afirmam ler por prazer, o que justifica o alto índice de leitura.

O principal motivo para a falta do hábito de ler, ainda segundo ao estudo, é a falta de tempo, com porcentuais que vão desde 53% no Brasil até os 28% do Chile. Em segundo lugar aparece a falta de interesse, mencionada por 67% da população colombiana.

A análise ainda aponta que a forma majoritária de acesso aos livros na América Latina é por meio da compra, assim como na Espanha. Os empréstimos de outras pessoas aparecem como a segunda maneira mais usual de acesso aos livros.

De acordo com os entrevistados, a casa ainda é o lugar preferido para ler. Os chilenos, por outro lado, preferem ler mais nas salas de aula (55%) do que no lar.

A leitura ocupa lugar secundário nas atividades de tempo livre. Nos países com índices mais elevados, como a Argentina e o Chile, a leitura aparece no quinto lugar das atividades preferidas, atrás de assistir TV, ouvir música, reunir-se com amigos e praticar esportes.

(Com Agência EFE)

Fonte: http://veja.abril.com.br/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Entrevista: por que você está mudando de emprego?

Getty Images

Entrevista de emprego

O candidato não deve enfatizar os conflitos de sua empresa atual

São Paulo – Durante uma entrevista de emprego, a última coisa que o candidato quer passar para o recrutador é a imagem de um profissional ruim. “Às vezes, se o candidato não é transparente ele permite que o interlocutor crie possibilidades e tenha uma imagem equivocada do profissional”, afirma Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli.

É preciso cuidado para que a conversa não se transforme em um momento para desabafos e lamentações por conta das razões pelas quais você decidiu buscar outras oportunidades. Para Andréa de Paula Santos, sócia da Ascend Recursos Humanos, um candidato que não sabe responder por que pretende mudar de emprego demonstra que ele não tem uma visão clara de seu plano de carreira.

Confira as recomendações das especialistas:

1. Tenha clareza do seu objetivo

Você acha que está ganhando mal e por isso quer sair da empresa? Ou acredita que o ciclo para sua carreira está no fim? As especialistas afirmam que o candidato precisa refletir antes da entrevista e ponderar quais são os seus principais motivos.
Mariá ressalta que para que a verdade seja dita ao recrutador é preciso que o próprio candidato saiba a razão.

2. Evite ser genérico

Para Mariá, alguns candidatos ficam temerosos na hora de responder a esta pergunta e acabam recorrendo a clichês como “quero buscar novos desafios” ou “houve uma mudança na empresa e não me adaptei”.

Ao ser superficial na resposta, o candidato não ganhará pontos, apenas demonstrará apatia ao interlocutor.


3. Liste argumentos sem falar mal da empresa

Em vez de botar a culpa no novo gestor ou na empresa, Mariá afirma que o ideal é justificar, de maneira adequada e sem criticar ou julgar a empresa. O correto seria, por exemplo, “com as mudanças recentes, discordo do jeito que a minha área de atuação está sendo conduzida e por isso decidi buscar outras oportunidades”.

Se a questão é o salário, argumente porque você acredita que pode ganhar uma remuneração mais alta. Liste os cursos e outras atividades recentes, demonstre que você está preparado para ganhar um salário mais alto e condizente com o mercado de sua área.

4. Enfatize a discordância e não o conflito

É comum que o motivo da saída de um profissional seja um problema de relacionamento entre superiores ou colegas de trabalho. Entretanto, é preciso cuidado para que aos olhos do entrevistador não pareça que o foco do problema é você.

“Não tem como escolher com quem você vai trabalhar e por pior que tenha sido sua experiência, o candidato precisa transformá-la em uma forma de aprendizado”, afirma Andréa.

Fonte: exame.com.br



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa

Símbolos da Páscoa

Do hebreu Peseach, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. É a maior festa do cristianismo e, naturalmente, de todos os cristãos, pois nela se comemora a Passagem de Cristo - "deste mundo para o Pai", da "morte para a vida", das "trevas para a luz".

Considerada, essencialmente, a Festa da Libertação, a Páscoa é uma das festas móveis do nosso calendário, vinda logo após a Quaresma e culminando na Vigília Pascal.

Entre os seus símbolos encontram-se:

O Ovo de Páscoa
A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento.

O Coelhinho da Páscoa
Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.

A Cruz da Ressurreição
Traduz, ao mesmo tempo, sofrimento e ressurreição.

O Cordeiro
Simboliza Cristo, que é o cordeiro de Deus, e se sacrificou em favor de todo o rebanho.

O Pão e o Vinho
Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos, para celebrar a vida eterna.

O Círio
É a grande vela que se acende na Aleluia. Quer dizer: "Cristo, a luz dos povos". Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".

Autor desconhecido


Como calcular a data da Páscoa

Para calcular a data da Páscoa para qualquer ano no calendário Gregoriano (o calendário civil no Brasil), usa-se a seguinte fórmula, com todas as variáveis inteiras, com os resíduos das divisões ignorados. Usa-se a para ano, m para mês, e d para dia. O sinal * significa multiplicação.

c = a/100
n = a - 19*(a/19)
k = (c - 17)/25
i = c - c/4 - (c-k)/3 +19*n + 15
i = i - 30*(i/30)
i = i - (i/28)*(1-(i/28)*(29/(i+1))*((21-n)/11))
j = a + a/4 + i + 2 -c + c/4
j = j - 7*(j/7)
l = i - j
m = 3 + (l+40)/44
d = l + 28 - 31*(m/4)

Por exemplo, para o ano de 2000,

a=2000
c=2000/100=20
n=2000-19×(2000/19)=2000-19×105=5
k=(20-17)/25=0
i=20-(20/4)-[(20-0)/3]+(19×5)+15=20-5-6+95+15=119
i=119-30×(119/30)=119-(30×3)=29
i=29-{(29/28)×[1-(29/28)]×(29/30)×[(21-5)/11]}=29-{1×0×0×1}=29
j=2000+500+29+2-20+5=2516
j=2516-[7×(2516/7)]=2516-[7×359]=3
l=29-3=26
m=3+[(26+40)/44]=3+1=4
d=26+28-(31×1)=23

com a páscoa em 23 de abril de 2000.


Este algoritmo é de J.-M.Oudin (1940) e impresso no Explanatory Supplement to the Astronomical Almanac, ed. P.K. Seidelmann (1992).

Autor desconhecido


Data da Páscoa nos próximos anos

2004 Abril 112011 Abril 242018 Abril 1
2005 Março 272012 Abril 82019 Abril 21
2006 Abril 162013 Março 312020 Abril 12
2007 Abril 82014 Abril 202021 Abril 4
2008 Março 232015 Abril 52022 Abril 17
2009 Abril 122016 Março 272023 Abril 9
2010 Abril 42017 Abril 162024 Março 31

A Páscoa no mundo

Na China
O "Ching-Ming" é uma festividade que ocorre na mesma época da Páscoa, onde são visitados os túmulos dos ancestrais e feitas oferendas, em forma de refeições e doces, para deixá-los satisfeitos com os seus descendentes.

Na Europa
As origens da Páscoa remontam a bem longe, aos antigos rituais pagãos do início da primavera (que no Hemisfério Norte inicia em março). Nestes lugares, as tradições de Páscoa incluem a decoração de ovos cozidos e as brincadeiras com os ovos de Páscoa como, por exemplo, rolá-los ladeira abaixo, onde será vencedor aquele ovo que rolar mais longe sem quebrar.

Nos países da Europa Oriental, como Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia, a tradição mais forte é a decoração de ovos com os quais serão presenteados amigos e parentes. A tradição diz que, se as crianças forem bem comportadas na noite anterior ao domingo de Páscoa e deixarem um boné de tecido num lugar escondido, o coelho deixará doces e ovos coloridos nesses "ninhos".

Nos Estados Unidos
A brincadeira mais tradicional ainda é a "caça ao ovo", onde ovos de chocolate são escondidos pelo quintal ou pela casa para serem descobertos pelas crianças na manhã de Páscoa. Em algumas cidades a "caça ao ovo" é um evento da comunidade e é usada uma praça pública para esconder os ovinhos.

No Brasil e América Latina
O mais comum é as crianças montarem seus próprios ninhos de Páscoa, sejam de vime, madeira ou papelão, e enchê-los de palha ou papel picado. Os ninhos são deixados para o coelhinho colocar doces e ovinhos na madrugada de Páscoa. A "caça ao ovo" ou "caça ao cestinho" também é utilizada.

Autor desconhecido


Fonte: http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Pascoa/pascoa.htm

quarta-feira, 4 de abril de 2012

5 dicas para profissionais que não conseguem acordar cedo

Sono

Profissionais que têm dificuldade de acordar cedo devem tentar se exercitar durante a manhã

Para alguns profissionais, acordar cedo é sinônimo de ter mais tempo para realizar tarefas e uma postura certeira para ser bem sucedido na carreira. Para outros, o dia só começa depois do meio-dia.

Para José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), não existe um perfil profissional melhor que o outro, mas quando a postura de “só funciono depois do almoço” começa a afetar seus pares e outros colegas de trabalho é um sinal de que o profissional precisa rever suas atitudes.

Confira as recomendações do especialista para quem tem este problema:

Agende reuniões internas durante a manhã

Quando a equipe está envolvida, o profissional evitará se autosabotar com a desculpa de que não consegue acordar.

“Mas quando a reunião é externa com um cliente, se a pessoa não se sente disposta, é melhor marcar para depois do almoço”, afirma Marques.

Exercite-se

O especialista afirma que quando o horário do expediente não é negociável, que o profissional tente realizar atividades que envolvam movimento, que gaste energia em vez de recorrer somente ao café.

“Confunda” sua mente


De acordo com Marques o profissional deve fazer uma estratégia mental de que aquele horário que ele considera um “absurdo” de cedo é na verdade um horário aceitável para ele.

“Em vez de falar odeio acordar cedo, tenho que acordar às 6h, tente visualizar que são 10h. O ideal é tentar não sofrer”, explica.

Realize tarefas “mecânicas”

Se procrastinar durante a manhã no trabalho, na sua opinião, é inevitável, evite vagar em redes sociais. Limpe sua mesa de trabalho, atualize seu currículo, leia ou mande e-mails.

Relembre momentos

“Algum dia durante a manhã você fez algo extraordinário?”, questiona Marques. Para ele, o profissional deve focar nos ganhos profissionais caso ele mude de atitude. Ou, que considere as vantagens de não “funcionar” durante a manhã.

Fonte: exame.abri.com.br

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cães no trabalho diminuem stress de funcionários

Pesquisa conclui que pessoas que levam seus animais ao ambiente profissional são menos estressadas e mais satisfeitas e comprometidas com o emprego

A pesquisa foi realizada com 550 funcionários de uma empresa americana, aonde são levados diariamente entre 20 e 30 cachorros

A pesquisa foi realizada com 550 funcionários de uma empresa americana, aonde são levados diariamente entre 20 e 30 cachorros (Thinkstock)

Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, concluíram que cães no ambiente de trabalho podem reduzir o stress e fazer com que o emprego seja mais satisfatório aos funcionários. Segundo o estudo, publicado no periódico International Journal of Workplace Health Management, o stress é um fator que contribui para a ociosidade, o moral baixo e o cansaço dos funcionários, resultando em uma significativa perda de produtividade.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Preliminary investigation of employee's dog presence on stress and organizational perceptions

Onde foi divulgada: revista International Journal of Workplace Health Management

Quem fez: Randolph T. Barker, Janet S. Knisely, Sandra B. Barker, Rachel K. Cobb, Christine M. Schubert

Instituição: Universidade Virginia Commonwealth, Estados Unidos

Dados de amostragem: 550 funcionários de uma empresa americana

Resultado: Pessoas que levam seus cães ao trabalho são menos estressadas, mais satisfeitas e mais comprometidas com o emprego

A pesquisa foi realizada na empresa Replacements, Ltd., localizada na cidade de Greensboro, na Carolina do Norte, que emprega cerca de 550 pessoas. Entre 20 e 30 cachorros convivem nas instalações da firma todos os dias. Durante uma semana, os cientistas compararam os empregados que levavam seus cães pra trabalhar, os que não levavam e os que não possuíam animais de estimação em casa. Todos os indivíduos responderam, ao longo do dia, a vários questionários que avaliavam o stress, satisfação com o emprego, comprometimento organizacional e apoio.

"Apesar de preliminar, este estudo é o primeiro quantitativo sobre como cães que convivem no ambiente profissional podem causar efeitos no stress, satisfação e compromisso dos funcionários", diz Randolph T. Barker, líder da pesquisa. "A diferença no stress observado nos dias em que o cachorro estava presente no local de trabalho e nos dias em que ele estava ausente foi significativa. Eles ficavam muito mais satisfeitos ao lado dos cães", conta.

Além de questionários solicitados aos participantes da pesquisa, os especialistas coletaram ainda amostras de suas salivas, todos os dias pela manhã. Medições nessas amostras, no entanto, não mostraram diferenças no nível de hormônio do stress dos três grupos de funcionários. No decorrer do dia de trabalho, porém, o stress que os empregados relataram ao responder as perguntas foi menor entre os que haviam levado seus cães e aumentou para os que não levaram e para os que não possuíam animais de estimação.

A equipe observou que os funcionários se mostraram muito mais estressados nos dias em que deixaram seus cães em casa do que nos dias em que os levaram. De acordo com Barker, há uma comunicação relacionada aos cachorros no local de trabalho que pode contribuir para o desempenho e satisfação dos empregados. Por exemplo, aqueles sem animais de estimação foram vistos pedindo pra passar um tempo com o cão do colega durante intervalos no trabalho.

"A presença do animal de estimação é uma intervenção de baixo custo e que causa bem estar, sendo facilmente disponível para muitas organizações que queiram aumentar a satisfação de seus funcionários. Claro que é importante a adoção de políticas que garantam que os animais sejam amigáveis, limpos e bem comportados, já que estarão presentes em ambientes profissionais", explica Barker. O pesquisador acrescenta que pesquisas de maior amostragem dentro de um ambiente organizacional podem ajudar a confirmar os resultados desse estudo inicial.

Fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012